A Meta anunciou, na quarta-feira, 27 de maio, o lançamento de versões pagas de seus principais aplicativos, WhatsApp, Instagram e Facebook, marcando um novo passo na estratégia da empresa de diversificar suas fontes de receita além da publicidade.
Os novos planos, chamados de “Plus”, oferecerão recursos adicionais aos usuários. O WhatsApp Plus terá foco em personalização, incluindo figurinhas premium, temas exclusivos e toques personalizados. Já o Instagram Plus e o Facebook Plus trarão ferramentas mais robustas de análise, como estatísticas detalhadas de visualizações de stories, maior alcance de público e opções avançadas de customização de perfil.
De acordo com informações divulgadas pelo site TechCrunch, o WhatsApp Plus custará US$ 2,99 por mês (cerca de R$ 15), enquanto as versões pagas do Instagram e do Facebook terão mensalidade de US$ 3,99 (aproximadamente R$ 20). Ainda não há confirmação sobre os países onde os serviços estarão disponíveis inicialmente.
O anúncio foi feito pela diretora de produtos da Meta, Naomi Gleit, que destacou que a empresa está iniciando testes com assinaturas focadas em aprimorar os recursos mais utilizados pelos usuários.

“Você poderá nos ver testando assinaturas sob o nome Meta One. Embora ainda estejamos em fase de testes e aprendizado, acreditamos que, eventualmente, o Meta One será o local centralizado que reunirá suas assinaturas em todos os nossos aplicativos”, afirmou a executiva.
Gleit também indicou que a companhia prepara novos planos voltados para empresas e criadores de conteúdo, além de ampliar investimentos em soluções baseadas em inteligência artificial.
A iniciativa ocorre em meio à pressão de investidores sobre os altos custos da empresa com tecnologia. A Meta projeta investir entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial, especialmente na construção e ampliação de data centers.
A estratégia de oferecer serviços pagos não é inédita. Em 2023, a empresa já havia lançado versões sem anúncios do Facebook e do Instagram na Europa, em resposta às exigências da legislação da União Europeia sobre proteção de dados. Agora, a expansão global das assinaturas reforça o movimento da Meta para reduzir a dependência de receitas publicitárias e fortalecer novas fontes de monetização.






























































