A Polícia Civil de Minas Gerais avançou nas investigações sobre o homicídio de um empresário ocorrido em setembro deste ano, em Uberlândia, ao deflagrar, nesta quinta-feira, 18 de dezembro, a segunda fase da Operação Faenza. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão no município.
O crime investigado aconteceu no dia 22 de setembro, no bairro Brasil, e mobilizou a equipe especializada em apuração de homicídios da Polícia Civil. Mais de 40 policiais civis participaram da operação.
Durante as diligências, os investigadores apreenderam aparelhos celulares, documentos diversos e aproximadamente R$ 33 mil em dinheiro, materiais que agora passam por análise e devem contribuir para o esclarecimento completo do caso.
A Operação Faenza teve sua primeira fase realizada com uma ação conjunta da Polícia Civil com a Polícia Militar de Minas Gerais. Na ocasião, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão. Os detidos naquela etapa são suspeitos de envolvimento no furto da motocicleta utilizada pelo autor dos disparos.
De acordo com as investigações, no dia do homicídio, o executor chegou ao local pilotando a motocicleta furtada, chamou a vítima e efetuou cerca de dez disparos de arma de fogo antes de fugir. Imagens de câmeras de segurança foram determinantes para identificar a rota de fuga e a origem do veículo utilizado no crime.
As apurações indicam que o homicídio teria sido motivado por desavenças no ambiente de trabalho. A vítima havia ingressado com ação judicial contra o antigo empregador e, posteriormente, aberto uma empresa concorrente no segmento de piscinas.
Segundo a Polícia Civil, o ex-patrão, com o auxílio de dois funcionários e outro envolvido, teria planejado e executado o crime. Além das prisões já realizadas, a corporação obteve autorização judicial para a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos investigados.
As investigações continuam em andamento, com a análise do material apreendido e dos dados coletados, visando à conclusão do inquérito dentro do prazo legal das prisões temporárias.





























































