Um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro, Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, 17 de abril, aos 68 anos. Reconhecido mundialmente como “Mão Santa”, o ex-atleta construiu uma carreira marcada por recordes, protagonismo e contribuições decisivas para o basquete nacional e internacional.
De acordo com a assessoria de imprensa, Oscar passou mal e precisou ser levado às pressas para um hospital em São Paulo. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Ao longo de sua trajetória, o ex-jogador defendeu dez equipes no Brasil e na Europa, com passagens marcantes por clubes na Itália e na Espanha. Um dos primeiros grandes títulos veio em 1979, quando foi campeão mundial de clubes pelo Esporte Clube Sírio, em partida histórica disputada no Ginásio do Ibirapuera.
No cenário europeu, destacou-se especialmente no Campeonato Italiano, onde foi cestinha por sete vezes entre 1983 e 1989, mantendo média superior a 30 pontos por jogo ao longo de mais de uma década.
Com a camisa da Seleção Brasileira de Basquete, Oscar acumulou conquistas importantes, como três títulos sul-americanos, dois da Copa América e a medalha de bronze no Mundial de 1978. Ele também se consolidou como o maior pontuador da história da seleção, com 7.693 pontos.

Um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou o Brasil na vitória histórica sobre os Estados Unidos na final, encerrando uma invencibilidade de 36 anos dos norte-americanos em competições continentais.
Oscar também teve participação marcante em Jogos Olímpicos, disputando cinco edições consecutivas — de Moscou 1980 a Atlanta 1996 — e se tornando o maior pontuador da história do torneio, com 1.093 pontos. Em Seul 1988, registrou desempenhos considerados históricos, consolidando sua reputação como um dos maiores cestinhas da modalidade.
Ao longo da carreira, ficou conhecido pela precisão nos arremessos de longa distância, contribuindo para a popularização da linha de três pontos e influenciando o estilo de jogo moderno. Durante anos, manteve o posto de maior pontuador da história do basquete mundial, sendo superado apenas em 2024 por LeBron James.
O reconhecimento internacional veio de forma oficial em 2013, com sua inclusão no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, a principal honraria da modalidade. Oscar também foi eleito um dos 100 maiores jogadores de todos os tempos.
Além dos números expressivos, o legado de Oscar Schmidt ultrapassa as quadras. Sua trajetória ajudou a popularizar o basquete no Brasil e inspirou gerações de atletas, consolidando seu nome como uma das maiores lendas do esporte mundial.































































