O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, o arquivamento de um inquérito contra a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A investigação apurava supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação, mas foi encerrada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou falta de provas suficientes para a apresentação de uma denúncia.
A apuração havia sido aberta em junho do ano passado após declarações de Zambelli em entrevista, nas quais manifestava a intenção de permanecer nos Estados Unidos e solicitar asilo político ao governo de Donald Trump. Na ocasião, a ex-parlamentar também fez menções a métodos de atuação política de aliados. O arquivamento foca especificamente nestas declarações, não anulando outras condenações ou processos em curso.
Apesar do encerramento deste inquérito específico, Zambelli permanece sob custódia na Itália. Ela foi presa em Roma, em julho de 2025, enquanto tentava evitar o cumprimento de um mandado de prisão decorrente de sua condenação a 10 anos de reclusão. A sentença refere-se à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, caso no qual Zambelli foi apontada como autora intelectual e o hacker Walter Delgatti como executor de um mandado falso contra o ministro Moraes.
Atualmente, o governo brasileiro aguarda o desfecho do processo de extradição. A ex-deputada possui dupla cidadania e buscava asilo em solo italiano. A decisão final sobre o seu retorno ao Brasil para o cumprimento da pena de 10 anos será tomada pela Justiça da Itália em audiência prevista para as próximas semanas.





























































