Dezenove estados e o Distrito Federal encerraram o ano de 2025 com as menores taxas de desemprego já registradas desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média nacional de desocupação foi de 5,6%, o patamar mais baixo da série. A pesquisa, que visita 211 mil domicílios, considera desocupadas as pessoas com 14 anos ou mais que buscaram vaga efetivamente nos 30 dias anteriores à coleta, abrangendo ocupações formais e informais.
As menores taxas de desocupação do país foram observadas em Mato Grosso, com 2,2%, seguido por Santa Catarina, com 2,3%, e Mato Grosso do Sul, com 3,0%. Completam a lista das unidades federativas com índices reduzidos o Espírito Santo e Rondônia, ambos com 3,3%, o Paraná com 3,6%, o Rio Grande do Sul com 4,0%, Goiás e Minas Gerais com 4,6%, Tocantins com 4,7%, São Paulo com 5,0% e Roraima com 5,1%. Todas essas doze localidades apresentaram índices abaixo da média nacional de 5,6%.
Acima da média do país, figuram a Paraíba com 6,0%, Ceará com 6,5%, Acre com 6,6%, Maranhão e Pará, ambos com 6,8%, e o Distrito Federal com 7,5%. O ranking de maiores desocupações segue com Rio de Janeiro com 7,6%, Sergipe e Amapá com 7,9%, Rio Grande do Norte com 8,1%, Alagoas com 8,3%, Amazonas com 8,4%, Bahia e Pernambuco com 8,7%, e o Piauí, que registrou o maior índice do país com 9,3%. Entre os estados que atingiram mínimas históricas, o Amazonas foi o único a não apresentar queda em relação a 2024, repetindo a marca de 8,4%, enquanto Rondônia, embora tenha fechado com 3,3%, manteve seu recorde pessoal de 3,1% registrado em 2023.
A pesquisa também expõe variações no nível de informalidade, que atingiu 38,1% na média nacional. Dezoito estados superaram esse índice, com as maiores taxas concentradas no Maranhão com 58,7% e no Pará com 58,5%, seguidos por Bahia com 52,8%, Piauí com 52,6%, Ceará com 51% e Amazonas com 50,8%. Em contraste, as menores taxas de informalidade foram registradas em Santa Catarina com 26,3%, Distrito Federal com 27,3% e São Paulo com 29%. No quesito financeiro, o rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.560. O Distrito Federal lidera o rendimento com R$ 6.320, seguido por São Paulo com R$ 4.190, Rio de Janeiro com R$ 4.177, Santa Catarina com R$ 4.091 e Paraná com R$ 4.083. No extremo oposto, os menores rendimentos médios foram registrados no Ceará com R$ 2.394, Bahia com R$ 2.284 e Maranhão com R$ 2.228.
Ao fazer comentários sobre a Pnad, o analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a mínima histórica em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.






























































