O Brasil poderá registrar em 2026 a maior safra de café de sua história, conforme aponta o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão é de uma produção de 66,2 milhões de sacas, o que representa uma alta de 17,1% em comparação às 56,5 milhões colhidas no ciclo anterior. Caso o número se confirme, o país superará o recorde histórico de 2020, que foi de 63,1 milhões de sacas.
O crescimento expressivo é atribuído à bienalidade positiva das lavouras, ciclo natural que alterna anos de maior e menor produtividade, e a condições climáticas favoráveis durante o enchimento dos grãos. Além disso, áreas em formação nos anos de 2023 e 2024 começam agora a entrar em fase produtiva.
Minas Gerais, principal estado produtor, deve ser responsável por quase metade do volume nacional. A estimativa para o estado é de 32,4 milhões de sacas, um avanço de 25,9% sobre a safra passada. A participação mineira no cenário nacional deve subir de 45,5% para 49%. O maior crescimento proporcional é esperado nas regiões do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste, com previsão de alta de 46,5%.
No quesito produtividade, Minas Gerais também apresenta evolução. Embora a média esperada de 28,6 sacas por hectare seja inferior à média nacional (34,2 sacas/hectare), devido à predominância do café arábica, que possui rendimento naturalmente menor que o conilon, o crescimento da produtividade mineira (19,7%) supera a média de avanço do país (12,4%).
A área em produção no Brasil deve crescer 4,1%, alcançando 1,93 milhão de hectares. Em solo mineiro, o aumento da área produtiva será de 5,1%. Para sustentar esse crescimento, o Governo de Minas anunciou o direcionamento de R$ 2 bilhões via BDMG para a safra 2025/2026, com recursos do Plano Safra e do Funcafé. O aporte visa facilitar o acesso ao crédito, além de investimentos em pesquisa, assistência técnica e certificação sanitária realizados por órgãos como Epamig, Emater-MG e IMA.






























































