A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de “Lulinha” (Fábio Luís Lula da Silva). A medida ocorre após a citação do nome do filho do presidente da República em reportagens e documentos que integram o escopo da investigação conhecida como “Farra do INSS”.
O requerimento de quebra de sigilo baseia-se em mensagens interceptadas envolvendo o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, comumente conhecido como “Careca do INSS”. De acordo com o texto aprovado, ao ser questionado sobre o destino de um pagamento de R$ 300 mil direcionado à empresa de Roberta Luchsinger, o empresário teria respondido que o valor seria para “o filho do rapaz”. Integrantes da oposição defendem que a medida é essencial para verificar a existência de vínculos financeiros e o fluxo de recursos mencionados nas comunicações apreendidas.
A decisão gerou divergências no colegiado. Parlamentares da base governista contestaram a aprovação, argumentando que a inclusão de Fábio Luís carece de provas concretas e elementos que justifiquem a medida neste estágio da apuração. Por outro lado, membros da oposição sustentam que o aprofundamento da investigação é necessário diante das citações em agendas e documentos apreendidos pela Polícia Federal em fases anteriores da investigação.






























































