A reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, foi marcada por tensões políticas e embates físicos entre parlamentares após a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de “Lulinha”.
A votação foi conduzida pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) contestou o resultado, alegando que as imagens da TV Senado mostram um contraste de votos favorável ao governo (14 a 7), o que invalidaria a aprovação simbólica. No entanto, o senador Viana afirmou que o procedimento foi regular, afirmando que a oposição deteve a maioria dos votos presentes.
Após o anúncio do resultado, a sessão foi interrompida devido a um confronto direto entre congressistas. Houve troca de acusações, gritos e empurra-empurra envolvendo o relator Alfredo Gaspar (União-AL) e os deputados Paulo Pimenta, Rogério Correia (PT-MG), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). A intervenção de outros parlamentares foi necessária para separar os envolvidos e a reunião foi suspensa por 15 minutos.
Além da quebra de sigilo de Fábio Luís, a comissão aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor da presidência do Senado, e de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master. Após a retomada dos trabalhos, o colegiado iniciou o depoimento do empresário Paulo Otávio Montalvão Camisotti, investigado por suposta participação em fraudes envolvendo descontos não autorizados em benefícios previdenciários.































































