As agências de notícias do Irã confirmaram nesta terça-feira, 17 de março, a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do país e uma das principais figuras do regime. Ele morreu durante um ataque aéreo atribuído a Israel na capital Teerã.
De acordo com a mídia iraniana, Larijani foi atingido em um imóvel na região de Pardis, onde estaria acompanhado do filho, assessores e seguranças. A ofensiva ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre Irã e Israel, que vêm trocando ataques aéreos desde a madrugada.
Em nota, a agência Fars classificou o episódio como um ataque conduzido por forças “americanas e sionistas” e lamentou a morte do líder. “O mártir Ali Larijani, um dos funcionários mais proeminentes e prudentes do país, foi alvo de ataques aéreos […] e foi martirizado”, afirmou o comunicado, destacando ainda o papel estratégico do político dentro do governo iraniano.
Do lado israelense, o Exército confirmou a ação e afirmou que Larijani era considerado o “líder efetivo do regime iraniano” desde a morte do líder supremo Ali Khamenei, ocorrida em fevereiro deste ano. Segundo as autoridades militares, o ataque foi conduzido com precisão.

Além de Larijani, Israel também anunciou a morte de Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, grupo ligado à Guarda Revolucionária iraniana e conhecido por sua atuação na repressão a protestos internos.
Agências estatais iranianas informaram que, por volta das 6h30 (horário de Brasília), foi divulgada uma mensagem manuscrita atribuída a Larijani, sem qualquer menção ao bombardeio que resultou em sua morte.
Considerado um dos homens mais poderosos do regime iraniano, Larijani ampliou ainda mais sua influência após o início da guerra, especialmente diante das mortes de Ali Khamenei e de outras autoridades do país. Ele havia sido visto em público pela última vez na sexta-feira (14), durante manifestações nacionais pelo Dia de Al-Quds, realizadas em diversas cidades iranianas.
Na semana anterior, Larijani também fez declarações contundentes ao ameaçar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Cuidado para não ser eliminado”, afirmou.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comentou a ofensiva em suas redes sociais e defendeu a continuidade das operações militares. “Estamos minando este regime na esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de derrubá-lo. Isso não acontecerá de uma vez, nem será fácil”, declarou.
Israel tem intensificado os bombardeios ao território iraniano desde o início do conflito, com ataques diários, principalmente contra a capital Teerã, elevando o nível de tensão no Oriente Médio e aumentando a preocupação internacional sobre uma possível escalada ainda maior da guerra.






























































