Os Estados Unidos e o Irã anunciaram neste domingo, 14 de junho, um acordo para encerrar o conflito entre os dois países e viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte global de petróleo.
Os termos do acordo ainda não foram divulgados oficialmente. Segundo informações iniciais, a assinatura está prevista para a próxima sexta-feira, 19 de junho, na Suíça, com mediação do Paquistão. Questões sensíveis, como o programa nuclear iraniano, deverão ser discutidas em etapas posteriores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o entendimento e afirmou ter autorizado o fim do bloqueio naval imposto aos portos iranianos na região. A medida havia sido adotada como resposta ao controle exercido pelo Irã sobre a passagem marítima.
Em publicação nas redes sociais, Trump declarou a liberação da navegação no estreito sem cobrança de pedágios e a retirada imediata das restrições marítimas. O governo norte-americano já havia sinalizado a possibilidade de flexibilizar sanções econômicas, permitindo ao Irã ampliar a exportação de petróleo como forma de recuperação econômica.

Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, confirmou o acordo em entrevista à televisão estatal, mas ressaltou que sua implementação só ocorrerá após a formalização do documento. A previsão, segundo autoridades iranianas, é que a reabertura do Estreito de Ormuz aconteça em até 30 dias, com expectativa de conclusão de um acordo mais amplo no prazo de 60 dias.
Após o anúncio, o mercado internacional reagiu com queda nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent, referência global, recuou cerca de 4%, sendo negociado a US$ 84. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal indicador dos Estados Unidos, caiu para aproximadamente US$ 81 por barril.
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto estratégico para o comércio mundial de energia, sendo responsável pelo escoamento de uma parcela significativa do petróleo consumido globalmente. A reabertura da via tende a reduzir tensões no mercado e impactar diretamente os preços internacionais.





























































