O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 23 de março, a suspensão temporária de possíveis ataques à infraestrutura energética do Irã por um período de cinco dias. A decisão, segundo ele, foi motivada por avanços em negociações diplomáticas para encerrar as hostilidades na região do Oriente Médio.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que conversas “muito boas e produtivas” teriam sido realizadas com o governo iraniano, com foco em uma “resolução completa e total” do conflito. De acordo com o presidente, o adiamento das ações militares está condicionado ao andamento das discussões ao longo da semana.
“Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, instruí o Departamento de Guerra a adiar quaisquer ataques por cinco dias”, declarou.
No entanto, uma fonte ligada ao governo iraniano, ouvida pela agência estatal Press TV, negou que tenha havido qualquer contato, direto ou indireto, com o governo norte-americano. Segundo a fonte, a decisão dos EUA teria sido influenciada por alertas de que o Irã poderia retaliar com ataques a instalações energéticas em toda a Ásia Ocidental.

A tensão entre os dois países aumentou nos últimos dias. No sábado, 21 de março, Trump chegou a dar um ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz em até 48 horas, sob ameaça de ataques a instalações elétricas. Especialistas apontam que esse tipo de infraestrutura é considerada civil e, portanto, protegida pelo direito internacional.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) acusou Estados Unidos e Israel de já terem atingido estruturas civis no país, incluindo instalações hídricas. Em comunicado, o grupo afirmou que poderá retaliar caso haja novos ataques, inclusive mirando cadeias de fornecimento de energia ligadas a interesses norte-americanos.
A Guarda Revolucionária também declarou que instalações energéticas em países da região que abriguem bases dos EUA poderão ser consideradas alvos legítimos em caso de escalada do conflito.
O cenário segue incerto, com trocas de declarações e ameaças entre os dois lados, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos e possíveis impactos na estabilidade do Oriente Médio.






























































