Um ataque com drones atribuído ao Irã atingiu um navio petroleiro nas proximidades de Dubai nesta terça-feira, 31 de março, provocando um incêndio na embarcação e elevando ainda mais as tensões no Oriente Médio.
O navio atingido, identificado como Al-Salmi, de bandeira do Kuwait, transportava cerca de 2 milhões de barris de petróleo quando foi alvo da ofensiva. Apesar do impacto, autoridades locais informaram que o incêndio foi controlado e não houve vazamento de óleo nem registro de feridos entre os tripulantes. A estrutura do casco, no entanto, sofreu danos.
A embarcação pertence à Kuwait Petroleum Corporation e seguia com destino à Qingdao, levando carga avaliada em mais de US$ 200 milhões, incluindo petróleo de origem saudita e kuwaitiana.
Segundo autoridades, o petroleiro pode não ter sido o alvo principal. A Guarda Revolucionária iraniana indicou que a intenção seria atingir um navio de contêineres com supostas ligações com Israel, que estaria ancorado nas proximidades.
O episódio ocorre em meio à escalada de tensões após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou atacar infraestruturas energéticas iranianas caso não haja acordo de paz e o país mantenha restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Desde o fim de fevereiro, a região tem registrado uma série de ataques envolvendo embarcações comerciais, ampliando os riscos para o comércio internacional e o abastecimento energético global. O conflito já deixou milhares de mortos e tem provocado impactos diretos no mercado de energia.
Após o ataque desta terça-feira, os preços do petróleo registraram alta momentânea, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fluxo de petróleo. O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito transportado no mundo.
Diante da escalada, países como o Paquistão tentam atuar como mediadores. O ministro das Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, deve discutir o tema em reuniões com autoridades da China, além de outros países da região.
A China, principal compradora do petróleo iraniano, voltou a defender o fim das hostilidades e informou que navios do país continuam transitando pela região com autorização.
Enquanto isso, o governo iraniano afirma ter recebido propostas de paz dos Estados Unidos, mas considera os termos inviáveis. Em resposta, Trump voltou a adotar tom duro e indicou a possibilidade de novos ataques a alvos estratégicos iranianos, caso não haja avanço nas negociações.
Na Europa, autoridades já alertam para o risco de impactos prolongados no fornecimento de energia, o que pode pressionar ainda mais a economia global nos próximos meses.






























































