A espaçonave Orion protagonizou um dos momentos mais marcantes da missão Artemis II ao sobrevoar o lado oculto da Lua nesta segunda-feira, 6 de abril. A manobra, iniciada às 19h44, marcou a maior aproximação do satélite natural e também o ponto mais distante da Terra já alcançado por seres humanos.
Durante o trajeto atrás da Lua, os astronautas ficaram incomunicáveis por cerca de 40 minutos, com o contato sendo restabelecido às 20h24. Segundo a NASA, a interrupção ocorreu porque o próprio satélite bloqueou os sinais de rádio utilizados pela Rede de Espaço Profundo, sistema global responsável pela comunicação com missões espaciais.
Momentos antes da perda de contato, o astronauta Victor Glover enviou uma mensagem à Terra destacando o simbolismo da missão e o privilégio de representar a humanidade em uma jornada de exploração e descoberta.

A espaçonave chegou a uma distância aproximada de 6.550 quilômetros da superfície lunar, permitindo que a tripulação observasse cerca de 21% do lado oculto iluminado. Durante a passagem, os astronautas também testemunharam fenômenos raros, como o pôr da Terra, quando o planeta desaparece atrás da Lua, e o nascer da Terra, ao reaparecer no horizonte lunar.
Mais cedo, ainda no mesmo dia, a missão já havia alcançado um marco histórico ao atingir 406.777 quilômetros de distância da Terra, superando o recorde estabelecido pela Apollo 13. É a primeira vez em mais de cinco décadas que humanos chegam a um ponto tão distante no espaço.
Composta por quatro astronautas, três norte-americanos e um canadense, a missão Artemis II reúne uma série de feitos inéditos, incluindo a observação direta do lado oculto da Lua, algo nunca antes realizado por humanos. A iniciativa integra os esforços da NASA para expandir a presença humana no espaço e preparar futuras missões de exploração mais profundas.






























































