A República Islâmica do Irã anunciou, nesta sexta-feira, 17 de abril, a reabertura do Estreito de Ormuz para navios comerciais, em meio ao acordo de cessar-fogo no Líbano envolvendo Israel e o grupo Hezbollah.
Responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, o estreito vinha sendo foco de tensões internacionais, com impactos diretos na economia global. A expectativa é de que a passagem permaneça aberta até o fim do prazo da trégua, previsto para a próxima terça-feira, 21 de abril, no contexto das negociações entre Irã e Estados Unidos.
A confirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi.
“De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.

O acordo firmado entre Teerã e Washington previa a interrupção dos confrontos em diversas frentes no Oriente Médio. No entanto, mesmo com a trégua anunciada, Israel manteve ataques contra o Líbano, o que gerou impasses nas negociações e levou o Irã a exigir o fim das hostilidades para avançar nas tratativas com os norte-americanos.
O cessar-fogo no Líbano entrou em vigor na noite de quinta-feira, 16 de abril, após 45 dias de conflito que deixaram mais de um milhão de deslocados no país. Com a pausa nos combates, parte da população começou a retornar às suas casas em meio a um cenário ainda incerto.
Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram um bloqueio naval contra portos iranianos, medida que tem sua efetividade questionada por analistas internacionais. Mesmo diante das restrições, três petroleiros iranianos conseguiram deixar o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo, segundo dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler, divulgados à agência francesa AFP.
A reabertura do estreito é vista como um movimento estratégico que pode aliviar tensões nos mercados internacionais de energia, ainda que o cenário geopolítico na região permaneça instável.





























































