A Polícia Federal (PF) rejeitou a segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada pelos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, sócio-fundador do Banco Master. A negativa foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à defesa do empresário nesta quinta-feira, 11 de junho.
De acordo com informações divulgadas pela revista Veja, a proposta não teria atendido aos critérios exigidos pelas autoridades responsáveis pela condução das investigações. Entre os pontos levantados, estaria a ausência de provas suficientes para comprovar os relatos apresentados, além da falta de novos elementos que pudessem contribuir de forma relevante para o avanço das apurações.
Nos bastidores, já havia a expectativa de que a proposta fosse rejeitada. A Polícia Federal havia sinalizado previamente que o conteúdo apresentado carecia de maior profundidade, destacando ainda que parte significativa das informações fornecidas já constava no inquérito em andamento.
Apesar da recusa, as negociações não foram encerradas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém abertas as tratativas com a defesa de Vorcaro, o que permite a possibilidade de apresentação de novos elementos ou de uma proposta revisada.

Com a posição da PGR ainda indefinida, o banqueiro poderá solicitar prazo adicional para reunir documentos mais consistentes. Cabe ao Ministério Público avaliar a relevância e a comprovação das informações apresentadas, podendo, inclusive, aceitar um eventual acordo independentemente da adesão da Polícia Federal.
A delação premiada é um instrumento jurídico que permite ao investigado colaborar com as autoridades em troca de benefícios legais, desde que as informações fornecidas sejam consideradas úteis, verificáveis e contribuam efetivamente para o esclarecimento dos fatos investigados.
Até o momento, não há confirmação sobre novos prazos ou sobre a apresentação de uma terceira proposta por parte da defesa.





























































