Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de prorrogação da prisão domiciliar que vem sendo cumprida desde o fim de março. A solicitação foi protocolada na terça-feira, 23 de junho, e ocorre às vésperas do término do prazo atual, previsto para esta quinta-feira, 25 de junho.
A medida em vigor foi autorizada por Moraes por um período de 90 dias. Bolsonaro está em cumprimento de pena de 27 anos e três meses de prisão desde novembro, após condenação judicial.
Segundo a defesa, o pedido de manutenção da prisão domiciliar está fundamentado no estado de saúde do ex-presidente. Os advogados afirmam que, embora haja relato de melhora clínica recente, as condições ainda exigem acompanhamento médico contínuo e cuidados especializados.
O documento encaminhado ao STF cita relatório médico datado de 22 de junho de 2026, que descreve o quadro clínico como “estável”, mas ressalta que a estabilidade decorre do controle das doenças com tratamento contínuo, acompanhamento multidisciplinar e monitoramento permanente de comorbidades.
A defesa também destaca que Bolsonaro passou recentemente por cirurgia no ombro direito, necessitando de fisioterapia em andamento e acompanhamento especializado. Entre os fatores de risco apontados pela equipe médica estão instabilidade postural, risco elevado de quedas, possibilidade de broncoaspiração e necessidade de vigilância cardiovascular e respiratória.

O relatório menciona ainda o uso contínuo de medicamentos com ação no sistema nervoso central, o que exige monitoramento clínico regular devido a possíveis impactos na cognição e no equilíbrio. Também foram indicados novos exames complementares, como tomografia de tórax e abdômen, endoscopia digestiva alta e manometria esofágica, para acompanhamento de condições associadas ao sistema digestivo e respiratório.
Os advogados citam ainda precedentes envolvendo o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve benefício semelhante de prisão domiciliar por motivos de saúde, como argumento para o pedido apresentado ao STF.
No mesmo dia em que a solicitação foi protocolada, Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil por cerca de cinco minutos. A oitiva ocorreu em sua residência no âmbito de uma investigação relacionada à apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome. Segundo informou, o equipamento teria sido encaminhado para manutenção após apresentar falha.





























































