O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 14 de julho, que não irá mais implementar a taxa de 20% sobre produtos transportados por navios que cruzam o Estreito de Ormuz, medida divulgada no dia anterior em meio à escalada de tensões com o Irã.
Segundo o líder norte-americano, a proposta foi substituída por negociações comerciais e compromissos de investimento envolvendo países do Golfo Pérsico. Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que as tratativas foram “altamente produtivas” e que os aportes previstos devem compensar a arrecadação que seria obtida com a cobrança.
Apesar do recuo em relação à taxa, o governo dos Estados Unidos confirmou a continuidade do plano de reforçar sua presença militar na região. O bloqueio naval no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás, foi mantido, com foco em embarcações iranianas ao longo da costa do país.
A mudança de estratégia ocorre um dia após o anúncio inicial, que previa a cobrança sobre cargas que transitassem pela região. A medida havia provocado reação imediata no mercado internacional, com alta nos preços do petróleo, que atingiram o maior nível em cerca de um mês.
Em declarações posteriores à imprensa, Trump afirmou não considerar adequado que qualquer país cobre taxas pela passagem no estreito, embora tenha ressaltado que os Estados Unidos não deveriam arcar sozinhos com a segurança da rota marítima.

Até o momento, não houve confirmação oficial por parte de governos do Golfo sobre os acordos mencionados pelo presidente norte-americano.
O cenário de tensão foi intensificado após o rompimento recente de uma trégua entre Estados Unidos e Irã. Firmado em junho, o entendimento previa cessar-fogo e abertura de negociações por um período de 60 dias, mas acabou sendo interrompido na última semana, com a retomada de confrontos.
De acordo com autoridades militares norte-americanas, a nova operação naval na região começou nesta terça-feira, com o posicionamento de embarcações de guerra para monitorar e restringir a movimentação de navios iranianos.
O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio global de energia, concentrando parte significativa do fluxo mundial de petróleo, o que torna qualquer medida na região capaz de impactar diretamente os mercados internacionais.




























































