Um homem de 32 anos, considerado foragido da Justiça da Paraíba, foi preso nesta segunda-feira, 25 de maio, durante uma ação da Polícia Civil de Minas Gerais, em Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro.
De acordo com a corporação, o suspeito possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de estupro de vulnerável e estava residindo no município desde 2024. A prisão foi realizada por equipes do 9º Departamento de Polícia Civil, após diligências para localizar o investigado.
O homem foi encontrado em um posto de combustível situado na zona rural da cidade. No local, os policiais cumpriram o mandado judicial e efetuaram a prisão.
Foto: Canal Janela Aberta
Após a detenção, o suspeito foi encaminhado ao Presídio Professor Jacy de Assis, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou ainda que outras informações sobre o caso poderão ser divulgadas posteriormente, conforme o andamento das investigações.
Um homem de 35 anos foi preso em flagrante suspeito de tentativa de homicídio no bairro Osvaldo Resende, em Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais na tarde desta segunda-feira, 25 de maio.
De acordo com as informações apuradas, a vítima, um homem de 36 anos, foi encontrada caída em via pública com um ferimento provocado por objeto perfurocortante. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde permaneceu internado sob cuidados médicos.
Após o ocorrido, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências que incluíram a análise de imagens de câmeras de segurança e levantamentos investigativos. Com base nesses elementos, foi possível identificar a dinâmica preliminar do crime e chegar ao suspeito.
Foto: Canal Janela Aberta
O homem foi conduzido à Delegacia de Plantão, onde foi ouvido pelas autoridades. Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas, entre elas registros em vídeo, indicaram indícios suficientes de autoria e materialidade do crime.
Diante dos fatos, a autoridade policial ratificou o Auto de Prisão em Flagrante pelo crime de tentativa de homicídio. O suspeito foi encaminhado ao Presídio Jacy de Assis, onde permanece à disposição da Justiça.
Um homem foi preso na segunda-feira, 25 de maio, suspeito de furtar peças de carne em um supermercado no município de Monte Alegre de Minas (MG), no Triângulo Mineiro.
De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada após funcionários do estabelecimento flagrarem o suspeito subtraindo produtos do comércio. Ao chegarem ao local, os militares encontraram o indivíduo já contido do lado de fora do supermercado pelos próprios funcionários.
Durante a abordagem, os policiais confirmaram a tentativa de furto. Com o autor, foram recuperadas duas peças de carne bovina: uma paleta, com aproximadamente 3,3 quilos, e um corte de coxão duro, pesando cerca de 6,4 quilos.
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O suspeito, um homem maior de idade, foi preso em flagrante e encaminhado, ficando à disposição da autoridade judiciária para as providências cabíveis.
A Polícia Militar reforça a importância da participação da população no combate à criminalidade. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 190 ou pelo Disque Denúncia Unificado, no número 181.
Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) estão desenvolvendo uma terapia inovadora que apresentou resultados promissores no controle da doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH), uma das complicações mais graves após o transplante de medula óssea e que pode levar à morte.
A DECH ocorre quando células imunológicas presentes na medula doada passam a atacar o organismo do receptor, reconhecendo-o como estranho. A condição pode se manifestar de forma aguda, geralmente nos primeiros 100 dias após o transplante, ou crônica, podendo surgir anos depois. Nos casos agudos, os principais alvos são a pele e o sistema gastrointestinal, causando sintomas como vermelhidão, náuseas, cólicas e alterações hepáticas. Já na forma crônica, a doença pode afetar múltiplos órgãos, provocando desde rigidez nos movimentos até dificuldades respiratórias.
O tratamento padrão atualmente envolve o uso de corticosteroides para reduzir a inflamação. No entanto, parte dos pacientes não responde adequadamente à terapia ou apresenta efeitos adversos significativos, o que limita as opções clínicas disponíveis.
Diante desse cenário, a nova alternativa em desenvolvimento no Brasil, denominada MesenCell, utiliza células-tronco mesenquimais extraídas da medula óssea de doadores. Essas células são processadas em laboratório e armazenadas até o momento do uso terapêutico.
Segundo a coordenadora do projeto e responsável técnica do Centro de Tecnologia Celular da PUCPR, Carmen Kuniyoshi Rebelatto, a proposta é atuar diretamente na origem do problema. “A terapia diminui a proliferação das células de defesa responsáveis pelo ataque, modulando o sistema imunológico e reduzindo a inflamação”, explica.
Foto: Canal Janela Aberta
A estratégia é voltada, principalmente, para pacientes que não apresentam melhora com os tratamentos convencionais ou que não podem utilizá-los devido à toxicidade. Outro desafio destacado pelos pesquisadores é o acesso limitado a medicamentos mais avançados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os primeiros resultados foram obtidos em um estudo-piloto com 11 pacientes com DECH crônica. De acordo com os dados, metade apresentou remissão completa da doença. Além disso, houve melhora de 75% nos sintomas gastrointestinais e de 100% nas manifestações cutâneas, inclusive em quadros mais graves.
Os pesquisadores também relataram reversão de casos de esclerodermia associada à doença, condição que causa endurecimento da pele e perda de mobilidade. “Conseguimos reverter esse processo em alguns pacientes, o que representa um avanço significativo”, afirma Rebelatto.
Uma nova fase de testes clínicos está prevista para começar em setembro, com a participação de 20 pacientes. O estudo será conduzido em três centros de referência no Paraná: o Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, o Hospital Erasto Gaertner e o Hospital Nossa Senhora das Graças.
A pesquisa conta com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A expectativa dos pesquisadores é, futuramente, firmar parcerias com a indústria farmacêutica para viabilizar a produção em larga escala do tratamento.
Especialistas avaliam que, se os resultados forem confirmados nas próximas etapas, a terapia poderá representar um avanço significativo no tratamento da DECH, ampliando as chances de recuperação e qualidade de vida de pacientes transplantados.
A Polícia Federal participou, nesta segunda-feira, 25 de maio, da extradição de um brasileiro de 28 anos, natural de Petrolândia (PE), que era procurado pela Interpol por homicídio qualificado. A pena para o crime pode chegar a 30 anos de prisão.
O suspeito havia sido preso em fevereiro de 2026 pela polícia de Portugal, país onde estava foragido. Contra ele, havia um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Governador Valadares (MG), onde o crime ocorreu.
De acordo com as investigações, o homicídio foi registrado em julho de 2017. Na ocasião, o investigado teria agido em conjunto com um comparsa para planejar e executar uma emboscada na residência da vítima. A motivação do crime estaria ligada a uma dívida relacionada ao tráfico de drogas.
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Segundo a apuração, ao chegar em casa, a vítima foi surpreendida pelos criminosos, que estavam armados e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A vítima morreu ainda no local.
Após os procedimentos de extradição e chegada ao Brasil, o suspeito foi submetido a exame de corpo de delito e, em seguida, encaminhado ao Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte (MG). Ele permanecerá à disposição da Justiça.
O caso reforça a cooperação internacional entre autoridades policiais no combate a crimes graves e na localização de foragidos no exterior.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi formalmente notificado para responder a uma ação judicial movida nos Estados Unidos pela plataforma Rumble e pela Trump Media & Technology Group, associada ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.
A informação foi confirmada pelo advogado norte-americano Martin De Luca, que representa as empresas. Em publicação na rede social X, ele afirmou que a notificação foi enviada por e-mail, em cumprimento a uma ordem de um tribunal federal dos Estados Unidos.
De acordo com documentos do processo, Moraes terá prazo para apresentar resposta à petição inicial em um tribunal federal da Flórida. Caso não se manifeste dentro do período legal ou não solicite extensão, os autores poderão requerer a decretação de revelia, o que permitiria o prosseguimento da ação sem a defesa do ministro.
A notificação eletrônica foi autorizada pela Justiça norte-americana após tentativas frustradas de citação por vias tradicionais, como a Convenção de Haia, mecanismo utilizado para a tramitação de documentos judiciais entre países. Segundo os advogados das empresas, o procedimento diplomático estaria paralisado no Brasil, o que levou à liberação excepcional do envio por e-mail institucional.
Na prática, a decisão destrava o andamento do processo em território norte-americano. A Justiça da Flórida também estabeleceu prazo para que as empresas comprovassem o envio da notificação ao ministro, etapa considerada essencial para a continuidade da ação.
Foto: Canal Janela Aberta
O processo foi aberto em 2025 e tem como base decisões do ministro do STF que determinaram a remoção e o bloqueio de perfis em redes sociais ligados a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Esses usuários são investigados no Brasil por suspeitas de disseminação de desinformação e ataques a instituições democráticas.
As empresas alegam que as ordens judiciais configuram censura e violam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão. Também argumentam que as medidas atingiram contas sediadas em território norte-americano, o que, na avaliação delas, justificaria a atuação da Justiça dos EUA.
Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal tem sustentado que as decisões de Alexandre de Moraes seguem a legislação brasileira e a jurisprudência consolidada sobre liberdade de expressão, especialmente em casos que envolvem desinformação e ataques às instituições.
O caso evidencia um novo capítulo de tensão entre decisões do Judiciário brasileiro e empresas de tecnologia com atuação global. Atualmente, a plataforma Rumble permanece fora do ar no Brasil desde fevereiro de 2025, em meio a disputas judiciais relacionadas ao cumprimento de determinações da Justiça brasileira.
Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou publicamente sobre a notificação.
Trabalhadores de todo o país já podem acessar, por meio do aplicativo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a nova modalidade que permite utilizar parte do saldo para renegociação de dívidas no programa Novo Desenrola Brasil. A iniciativa do governo federal autoriza o uso de até 20% do valor disMTE
ponível no fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior montante, para quitação ou amortização de débitos em atraso.
A expectativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é de que a medida movimente até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS, ampliando o alcance do programa voltado à redução da inadimplência no país.
A adesão será feita diretamente pelas instituições financeiras, após autorização do trabalhador no aplicativo do FGTS. Após a renegociação da dívida, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por transferir os valores diretamente aos bancos credores. O prazo estimado para a formalização das operações é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível.
De acordo com o governo, não será necessário comparecer às agências da Caixa para concluir o processo. Os recursos poderão ser utilizados tanto de contas ativas quanto inativas do FGTS, com prioridade para estas últimas.
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A nova modalidade é destinada a trabalhadores com renda mensal de até R$ 8.105, que possuam dívidas como cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC). No entanto, o uso do saldo do FGTS implicará na suspensão temporária de novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até que o valor utilizado seja recomposto.
Além da liberação para o Desenrola, o governo também anunciou o pagamento de valores residuais do saque-aniversário do FGTS. Cerca de 10,5 milhões de trabalhadores devem receber os créditos no dia 26 de maio, totalizando aproximadamente R$ 8,4 bilhões.
O benefício contempla trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. Os depósitos serão realizados automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS.
Segundo o MTE, antes da liberação dos valores, parte do saldo pode deixar de aparecer temporariamente no aplicativo devido ao processamento interno necessário para viabilizar os pagamentos. Após a conclusão dessa etapa, os recursos serão disponibilizados normalmente aos trabalhadores.
A medida integra o conjunto de ações do governo federal para estimular a recuperação financeira da população e reduzir o endividamento, ao mesmo tempo em que amplia o uso do FGTS como instrumento de política econômica.
A China deu mais um passo em seu programa espacial ao lançar, neste domingo, 24 de maio, a missão tripulada Shenzhou-23, com potencial para estabelecer um novo marco: a permanência de um astronauta chinês por até um ano no espaço. A iniciativa é considerada estratégica dentro dos planos de Pequim de enviar humanos à Lua até 2030 e amplia a presença do país na corrida tecnológica global.
O foguete Longa Marcha 2F decolou do centro de lançamento de Jiuquan, localizado no deserto de Gobi, transportando três astronautas rumo à estação espacial Tiangong. A missão tem como objetivo principal estudar os efeitos da permanência prolongada em microgravidade, etapa essencial para futuras viagens de longa duração, incluindo missões lunares e até interplanetárias.
Além dos avanços científicos, a missão também marca um momento simbólico ao incluir o primeiro astronauta de Hong Kong em um voo espacial chinês. A tripulação é composta ainda pelo comandante Zhu Yangzhu, engenheiro aeroespacial de 39 anos, e Zhang Zhiyuan, ex-piloto da força aérea, que realiza sua primeira missão no espaço.
De acordo com a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), o lançamento foi considerado “um sucesso completo”. Após entrar em órbita, a nave Shenzhou-23 deve acoplar-se à estação Tiangong, onde os astronautas permanecerão para conduzir experimentos nas áreas de ciência dos materiais, física de fluidos e medicina.
A missão também busca avaliar os impactos de longo prazo da vida no espaço sobre o corpo humano. Especialistas apontam desafios como perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição à radiação, distúrbios do sono e efeitos psicológicos. Segundo o astrofísico Richard de Grijs, da Universidade Macquarie, a duração estendida representa um novo nível de exigência tanto para os astronautas quanto para os sistemas da nave.
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Outro ponto crítico envolve a confiabilidade dos sistemas de suporte à vida, como reciclagem de água e ar, além da capacidade de resposta a emergências médicas em ambiente isolado. Até então, as missões chinesas na estação Tiangong tinham duração média de seis meses.
A Shenzhou-23 integra um conjunto mais amplo de iniciativas do programa espacial chinês, que prevê novos avanços ainda nesta década. Entre eles, está o teste orbital da espaçonave Mengzhou, projetada para substituir a atual geração de veículos tripulados em futuras missões à Lua.
Pequim também planeja construir, até 2035, a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), uma base científica habitada no satélite natural da Terra, em parceria com outros países.
Nas últimas décadas, a China tem ampliado significativamente seus investimentos no setor espacial, alcançando marcos relevantes. Em 2019, tornou-se o primeiro país a pousar uma sonda no lado oculto da Lua. Já em 2021, enviou um robô explorador a Marte.
Impulsionado por investimentos bilionários e pela exclusão da Estação Espacial Internacional (ISS) desde 2011, o país desenvolveu sua própria infraestrutura orbital, consolidando-se como um dos principais atores na exploração espacial contemporânea.
Estudantes de todo o país já podem se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 a partir desta segunda-feira, 25 de maio. O prazo para participação segue até o dia 5 de junho, por meio do site oficial do exame.
A taxa de inscrição é de R$ 85 e deve ser paga até o dia 10 de junho. As provas estão marcadas para os dias 8 e 15 de novembro.
Uma das principais novidades desta edição é a inscrição automática de alunos concluintes do ensino médio da rede pública. Os estudantes matriculados no 3º ano serão previamente cadastrados com base em dados enviados pelas redes de ensino.
Nesse caso, o candidato precisará apenas confirmar a participação no exame, escolher o idioma da prova de língua estrangeira, indicar o município onde deseja realizar as provas e, se necessário, solicitar atendimento especializado.
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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, prevê ampliar a estrutura para este ano, com cerca de 10 mil locais de prova em todo o país.
A expectativa do Ministério da Educação (MEC) é de que aproximadamente 80% dos alunos da rede pública realizem as provas na própria escola onde estudam. Para aqueles que precisarem se deslocar, o governo federal avalia medidas de apoio, incluindo transporte.
Com essas iniciativas, o MEC projeta que ao menos 70% dos concluintes da rede pública participem do Enem em 2026, reforçando o exame como um dos principais instrumentos de avaliação da educação básica no Brasil.
O Enem é utilizado como principal porta de entrada para o ensino superior, por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Além disso, desde o ano passado, o exame voltou a ser aceito para certificação do ensino médio. Nesses casos, candidatos com 18 anos ou mais podem obter o certificado, desde que atinjam a pontuação mínima exigida em todas as áreas do conhecimento e na redação.
O julgamento que vai definir a legalidade da chamada Lei da Dosimetria entra na fase final no Supremo Tribunal Federal (STF), após a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhar à Corte, na última semana, parecer em que defende a suspensão da norma e sua declaração de inconstitucionalidade.
A legislação permite a redução de penas de réus condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Entre os beneficiários potenciais está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de ruptura institucional.
Com a manifestação da AGU, resta apenas o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, libere as ações para julgamento no plenário do STF. A expectativa é que a análise ocorra ainda neste mês.
Pelo menos três ações questionam a constitucionalidade da lei. As contestações foram apresentadas pelas federações partidárias PSOL-Rede e PT-PCdoB-PV, além da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Os autores alegam que a norma representa um enfraquecimento das punições aplicadas aos responsáveis pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O parecer da AGU reforça esse entendimento ao classificar a promulgação da lei como um “retrocesso institucional”. Segundo o órgão, a norma contraria princípios constitucionais ao beneficiar indivíduos envolvidos em atos contra o Estado Democrático de Direito.
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“A Lei nº 15.402/2026 padece de múltiplas e graves incompatibilidades materiais com a Constituição da República”, afirma o documento, ao destacar que a legislação vai na contramão de dispositivos que buscam garantir a proteção da democracia.
Além do mérito da lei, a AGU também apontou possíveis irregularidades no processo legislativo. De acordo com o parecer, o Congresso Nacional teria violado regras constitucionais ao analisar de forma parcial o veto presidencial ao projeto, o que, segundo o órgão, não é permitido pela Constituição.
“O Congresso não poderia apreciar parcialmente o veto do Presidente da República, fragmentando o ato”, sustenta a AGU, que vê na medida uma possível usurpação de competências do Executivo e comprometimento da lisura do processo legislativo.
A condução da votação no Congresso foi liderada pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo ele, a exclusão de trechos da análise teve como objetivo evitar que regras sobre progressão de regime beneficiassem condenados por crimes hediondos.
Dados mais recentes do gabinete do ministro Alexandre de Moraes indicam que o STF já condenou 1.402 pessoas pelos atos de 8 de janeiro. Desse total, 431 receberam penas de prisão, 419 foram condenadas a penas alternativas e 552 firmaram acordos de não persecução penal.
Entre os condenados, 404 receberam penas de até um ano de prisão, enquanto 213 foram sentenciados a 14 anos. Atualmente, 190 pessoas permanecem presas, sendo 169 em cumprimento definitivo de pena e 21 em caráter preventivo.