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FICCO/MG deflagra “Operação Fake Rice” contra o tráfico internacional de drogas e cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em Uberlândia e Uberaba

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou, nesta quarta-feira, 27 de maio, a “Operação Fake Rice”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas. Ao todo, estão sendo cumpridos 37 mandados de prisão temporária, 39 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro patrimonial que podem alcançar até R$ 120 milhões.

A operação ocorre simultaneamente em nove cidades distribuídas por cinco estados brasileiros. Em Minas Gerais, as ações se concentram em Uberaba (MG), Uberlândia (MG), Sacramento (MG) e Patos de Minas (MG). Também há cumprimento de mandados em Bauru (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto de Galinhas (PE) e Foz do Iguaçu (PR).

De acordo com as investigações, a operação é resultado de desdobramentos de ao menos nove apreensões de grandes carregamentos de maconha, que somam cerca de 27 toneladas da droga. Durante as apurações, também foi localizada uma lavoura com aproximadamente 2 mil pés de maconha.

As forças de segurança identificaram a atuação de uma organização criminosa estruturada há pelo menos oito anos, com forte atuação no tráfico internacional. O grupo seria responsável por toda a cadeia logística do crime, incluindo importação, transporte, armazenamento e distribuição de entorpecentes.

Foto: Canal Janela Aberta

Segundo os investigadores, a droga tinha origem principalmente no Paraguai e na Colômbia, com destaque para variedades de alto valor comercial, como “skunk” e “gold”, o que evidencia o alto nível de organização e capacidade operacional da quadrilha.

Um dos episódios mais relevantes investigados ocorreu em 21 de agosto de 2024, quando equipes policiais tentaram interceptar um comboio suspeito de transportar drogas. Durante a ação, apenas o último veículo foi abordado. O motorista reagiu à abordagem com disparos de arma de fogo e acabou sendo neutralizado após confronto com os policiais.

No interior do veículo, foram apreendidas 839 barras de maconha, totalizando cerca de uma tonelada da droga, além de arma de fogo e munições utilizadas na ação criminosa.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização. A expectativa das autoridades é que a operação contribua para enfraquecer a atuação do grupo criminoso, especialmente no Triângulo Mineiro, região apontada como estratégica para a logística do tráfico.

Foto: Polícia Federal
Foto: Polícia Federal
Foto: Polícia Federal

Novas regras sobre saúde mental no trabalho entram em vigor

Entram em vigor nesta terça-feira, 26 de maio, as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passam a obrigar empresas de todo o país a identificar, monitorar e reduzir riscos à saúde mental dos trabalhadores. Apesar da nova exigência, a aplicação de multas foi adiada por 90 dias, período em que a fiscalização terá caráter apenas orientativo.

A atualização da norma, promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) há dois anos, passa a exigir que os empregadores incluam a avaliação de riscos psicossociais nos processos de gestão de segurança e saúde no trabalho. A medida busca combater o adoecimento mental no ambiente corporativo, em um cenário de crescimento expressivo de transtornos psicológicos no país.

Dados recentes reforçam a preocupação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% dos adultos em idade ativa enfrentam algum tipo de transtorno mental ao longo da vida profissional. No Brasil, o número de casos de burnout aumentou significativamente, enquanto os afastamentos por problemas mentais também dispararam.

Levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), com base em dados do INSS, mostra que as licenças médicas superiores a 15 dias por questões mentais saltaram de 219.850, em 2023, para 393.670 até novembro de 2025, um crescimento de 79%. O impacto financeiro ultrapassou R$ 954 milhões aos cofres públicos no último ano.

A nova NR-1 prevê mudanças estruturais no ambiente de trabalho, como o combate a metas abusivas e jornadas excessivas, incentivo à interação entre colegas, capacitação de gestores para prevenir assédio moral e sexual, além de maior autonomia aos trabalhadores.

Neste primeiro momento, auditores fiscais do trabalho irão atuar de forma educativa, visitando empresas para orientar sobre as adequações necessárias. Ainda assim, entidades do comércio avaliam que o prazo para adaptação é insuficiente, especialmente para micro e pequenas empresas.

De acordo com Eduardo Pastore, assessor jurídico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), apesar do interesse das empresas em preservar a saúde dos funcionários, muitas não possuem estrutura técnica, material e humana para cumprir as exigências no curto prazo.

Segundo ele, a norma apresenta conceitos amplos e subjetivos, o que pode gerar insegurança jurídica, especialmente na definição do que configura um risco psicossocial. Diante disso, a federação solicitou ao MTE o adiamento da regra por um ano, alegando falta de critérios claros e pouco tempo para adaptação, já que o manual orientativo do governo foi divulgado apenas em março.

Foto: Canal Janela Aberta

Para reduzir possíveis impactos, a FecomercioSP e seus sindicatos têm distribuído cartilhas e promovido palestras com orientações práticas voltadas ao setor.

Por outro lado, grandes empresas afirmam estar preparadas para as novas exigências. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que o setor já realiza o monitoramento de riscos psicossociais há anos e que a nova norma apenas formaliza práticas existentes. A entidade, inclusive, se posicionou contra o adiamento.

Instituições como Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil afirmaram já contar com programas estruturados, incluindo canais de denúncia, treinamentos para lideranças e suporte psicológico aos funcionários. O Banco do Brasil informou ter capacitado mais de 6 mil gestores para lidar com o tema.

A multinacional Natura também declarou estar preparada, destacando que adota políticas de “Saúde Integral” desde 2019. Entre as iniciativas estão programas de apoio emocional, plataformas de terapia online e ações de acolhimento, além de capacitação interna em parceria com o Hospital Albert Einstein.

No varejo, o Grupo Casas Bahia informou que mantém programas de bem-estar e registrou, no último ano, mais de 24 mil atendimentos em telemedicina e telepsicologia. Já empresas como Vale e a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT) afirmaram que já cumprem as exigências da norma e não apoiam o adiamento.

Para especialistas, a mudança representa uma transformação na forma como as empresas lidam com a saúde mental. Segundo Gregório Andrade, especialista em direito do trabalho, o tema deixa de ser uma ação complementar de recursos humanos e passa a integrar a gestão estratégica de riscos das organizações.

“A saúde mental passa a exigir prevenção, monitoramento e responsabilidade institucional, com processos estruturados dentro das empresas”, afirma.

Os dados indicam que o problema tende a crescer. A ansiedade é hoje o transtorno mais frequente, responsável por 40% dos casos, enquanto o burnout foi o diagnóstico que mais avançou, quase quadruplicando nos últimos anos. As mulheres são as mais afetadas, representando 68,5% dos afastamentos registrados em 2025.

Estudos também apontam o impacto direto do ambiente de trabalho no adoecimento. Pesquisa da consultoria Mercer Marsh revela que, embora as segundas-feiras concentrem o maior número de atestados gerais, os afastamentos por saúde mental se intensificam entre terças e quartas-feiras, indicando desgaste acumulado ao longo da semana.

Atualmente, os transtornos mentais já são a terceira principal causa de afastamento no trabalho, atrás apenas de problemas musculares e ósseos. Especialistas alertam ainda para a subnotificação: mais de 2 milhões de dias de trabalho foram perdidos com atestados que não indicavam a real causa, sugerindo que o impacto pode ser ainda maior do que o registrado oficialmente.

Com a nova NR-1, o governo busca não apenas reduzir esses números, mas também promover uma mudança cultural nas empresas, colocando a saúde mental no centro das políticas de segurança e bem-estar no trabalho.

INSS terá prazo de até 30 dias para conceder salário-maternidade

A partir desta terça-feira (26), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa a ter prazo máximo de 30 dias para analisar e conceder o salário-maternidade às seguradas. A medida está prevista na Lei nº 15.415/2026, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União.

A principal mudança é a obrigatoriedade do cumprimento do prazo. Caso o INSS não conclua a análise dentro dos 30 dias, o benefício será concedido automaticamente. Atualmente, o tempo médio de espera é de cerca de 45 dias, sem exigência legal para liberação dentro desse período.

Outro ponto relevante da nova legislação é a possibilidade de concessão provisória do benefício antes da análise definitiva dos requisitos. Com isso, mulheres que solicitarem o salário-maternidade poderão começar a receber o valor enquanto o pedido ainda está em avaliação, garantindo maior segurança financeira durante o afastamento.

Após a análise completa, o benefício poderá ser mantido de forma definitiva, caso a segurada comprove o direito, ou interrompido imediatamente, se houver irregularidades. Em situações de má-fé comprovada, os valores pagos deverão ser devolvidos.

Foto: Canal Janela Aberta

Por outro lado, a lei assegura proteção às beneficiárias que agirem de boa-fé. Nesses casos, mesmo que o benefício seja posteriormente cancelado por falta de cumprimento dos requisitos, não haverá necessidade de devolução dos valores recebidos.

A medida beneficia trabalhadoras que recebem o salário-maternidade diretamente pelo INSS, como empregadas domésticas, seguradas especiais, incluindo trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas e pescadoras —, contribuintes individuais (como microempreendedoras individuais), trabalhadoras avulsas e seguradas desempregadas.

O salário-maternidade garante renda por até 120 dias em casos de parto ou adoção, com valores que variam entre o salário mínimo e a remuneração integral da segurada. O pagamento pode ter início até 28 dias antes do parto ou a partir da data de nascimento da criança.

A nova regra tem origem no Projeto de Lei do Senado (PLS) 296/2016, de autoria do ex-senador Telmário Mota, aprovado pelo Senado em 2018 e pela Câmara dos Deputados em maio deste ano. Segundo o governo, a mudança busca reduzir a burocracia, dar mais celeridade à análise dos pedidos e assegurar que mães tenham acesso rápido ao benefício em um momento de maior vulnerabilidade financeira.

Caixa libera R$ 8,5 bilhões do FGTS para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário

O governo federal iniciou, nesta segunda-feira, 25 de maio, a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para trabalhadores que aderiram à modalidade de saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

Ao todo, serão disponibilizados cerca de R$ 8,5 bilhões para aproximadamente 10,5 milhões de pessoas. Inicialmente previsto para terça-feira, 26 de maio, o pagamento foi antecipado em um dia. Os valores correspondem a quantias que estavam retidas, principalmente por conta de contratos de antecipação do benefício junto a instituições financeiras.

Segundo a Caixa Econômica Federal, cerca de 88% dos beneficiários possuem conta cadastrada no aplicativo FGTS e receberão o dinheiro automaticamente. Quem ainda não informou os dados bancários pode fazer o cadastro diretamente pelo aplicativo, na opção “Conta bancária para saque do seu FGTS”.

Para os trabalhadores que não têm conta vinculada, o saque poderá ser realizado presencialmente em canais de atendimento da Caixa, como casas lotéricas, terminais de autoatendimento, correspondentes Caixa Aqui e agências, até o dia 1º de junho de 2026. Saques de valores superiores a R$ 3 mil devem ser feitos exclusivamente nas agências.

Foto: Canal Janela Aberta

A liberação ocorre após uma mudança de entendimento entre o governo federal e a Caixa. Em 2025, parte dos valores já havia sido autorizada, mas uma quantia permaneceu bloqueada para garantir o pagamento de empréstimos vinculados à antecipação do saque-aniversário. O governo, no entanto, defendeu a redução desse bloqueio e viabilizou a liberação do saldo restante por meio de medida provisória.

Criado em 2019 e em vigor desde 2020, o saque-aniversário permite ao trabalhador retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. Em contrapartida, quem opta pela modalidade abre mão do saque integral em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas o direito à multa rescisória de 40%.

Como exceção, o governo autorizou agora que trabalhadores demitidos no período entre 2020 e 2025 possam acessar os valores que estavam retidos. O período regular de saque do benefício começa no primeiro dia útil do mês de aniversário e se estende por três meses.

O FGTS é composto por depósitos mensais realizados pelos empregadores, equivalentes a 8% do salário do trabalhador com carteira assinada, conforme regras da Consolidação das Leis do Trabalho. Os recursos também são utilizados pelo governo em programas de habitação, saneamento básico e infraestrutura.

Minas é o estado com a maior alta de homicídios estimados do país

Minas Gerais liderou o crescimento de homicídios estimados no Brasil, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira, 26 de maio. O levantamento considera dados de 2024 e aponta que o estado registrou 3.949 mortes violentas no período.

Apesar do aumento expressivo, Minas ainda figura entre os estados com menores taxas de letalidade do país, com 18,5 homicídios a cada 100 mil habitantes. O contraste, no entanto, chama atenção quando comparado ao ano anterior. Em 2023, haviam sido contabilizados 2.961 casos, o que representa uma alta de 25% em apenas um ano, a maior variação entre os estados brasileiros.

O estudo foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e leva em consideração não apenas os homicídios registrados, mas também os chamados “homicídios ocultos”.

Na comparação nacional, Minas Gerais ficou à frente de estados como Ceará, que teve alta de 23,8%, São Paulo (10,3%), Maranhão (7,8%) e Alagoas (3,6%).

Ainda assim, o estado permanece entre os cinco com menores índices proporcionais de homicídios. No extremo oposto, o Amapá apresentou a maior taxa do país, com 47,1 mortes por 100 mil habitantes. Segundo os pesquisadores, a distribuição da violência letal no Brasil segue “altamente desigual” entre as regiões.

Foto: Canal Janela Aberta

Em nível nacional, o Atlas aponta uma queda de 26,9% na taxa de homicídios entre 2014 e 2024, indicando uma melhora considerada relevante ao longo da última década. No entanto, o relatório ressalta que ainda há locais onde a violência apresenta agravamento ou redução insuficiente.

Em Minas Gerais, os registros oficiais apontam 2.731 homicídios em 2024, número 2,3% menor do que o registrado em 2023. No entanto, ao incluir as chamadas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI), o cenário muda significativamente.

De acordo com o Atlas, foram contabilizadas 1.218 mortes classificadas como causa indeterminada em 2024, um aumento de 240,2% em relação ao ano anterior. Esses casos são considerados “homicídios ocultos”, já que envolvem situações em que não é possível determinar se a morte foi provocada por crime, acidente ou outras circunstâncias.

Especialistas apontam que esse tipo de classificação pode mascarar a real dimensão da violência, dificultando análises mais precisas sobre a segurança pública.

Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais afirmou, em nota, que a metodologia utilizada pelo Atlas considera dados da área da saúde, que nem sempre permitem a identificação imediata da causa da morte.

Segundo a pasta, em ocorrências com indícios de violência, profissionais de saúde acionam as forças de segurança, mas a classificação inicial pode permanecer como “causa indeterminada” diante da falta de elementos conclusivos. A secretaria também destacou que monitora diariamente os índices de criminalidade nos 853 municípios mineiros e adota estratégias integradas para prevenção e repressão qualificada.

Ozivy: Anvisa aprova primeira caneta análoga ao Ozempic para diabetes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, nesta terça-feira, 26 de maio, o registro do medicamento Ozivy, a primeira caneta de semaglutida sintética autorizada para comercialização no Brasil. O produto utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, cuja patente expirou em março deste ano.

O pedido de registro foi protocolado em 2023 pela EMS e passou por análise técnica da Anvisa, que avaliou critérios de eficácia, segurança e qualidade antes de conceder a autorização.

De acordo com a agência reguladora, o Ozivy será indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, atuando como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos. O medicamento será disponibilizado em formato de solução injetável, em caneta preenchida para aplicação semanal.

Uma das diferenças em relação ao produto de referência está na forma de armazenamento. O Ozivy deverá ser mantido sob refrigeração tanto antes quanto após o início do uso, diferentemente do medicamento original.

Foto: Canal Janela Aberta

Apesar de utilizar o mesmo princípio ativo, o novo produto não é considerado genérico. Pela legislação brasileira, medicamentos biológicos não possuem versões genéricas. O Ozivy é classificado como um medicamento novo, desenvolvido como análogo sintético ao produto biológico existente.

Com o registro sanitário aprovado, o próximo passo para a chegada ao mercado é a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Somente após essa etapa o medicamento poderá ser comercializado, ficando a critério da fabricante decidir o momento do lançamento.

Para eventual oferta no Sistema Único de Saúde, o medicamento ainda precisará passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e posterior aprovação do Ministério da Saúde. Nem todos os medicamentos registrados pela Anvisa, no entanto, são incorporados à rede pública.

A aprovação do Ozivy ocorre em um momento de crescente demanda por tratamentos à base de semaglutida, tanto para controle do diabetes quanto para outras indicações clínicas, ampliando o debate sobre acesso e custo desses medicamentos no país.

Batida entre moto e carro deixa jovem de 18 anos ferida no bairro Progresso, em Ituiutaba

Uma jovem de 18 anos ficou ferida após um acidente envolvendo uma motocicleta e um carro na noite desta segunda-feira, 25 de maio, no bairro Progresso, em Ituiutaba (MG). A colisão ocorreu no cruzamento da Rua Cincinato Lourenço Freire com a Avenida Geraldo Alves Tavares. A colisão aconteceu por volta das 20h20.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), uma guarnição retornava de uma ocorrência de incêndio quando se deparou com a vítima caída sobre o passeio público. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) já realizava os primeiros atendimentos no local.

A jovem, que era passageira da motocicleta, foi encontrada em decúbito ventral e permaneceu na mesma posição desde o momento do acidente. Diante do risco de lesão na coluna, as equipes realizaram a imobilização completa em prancha rígida antes de encaminhá-la à ambulância. Apesar do impacto, a vítima estava consciente e orientada, apresentando escoriações nos membros superiores e inferiores.

Foto: Canal Janela Aberta

Segundo informações apuradas no local, a motocicleta colidiu com um veículo Fiat Uno em uma rotatória entre as vias. O condutor da moto, um homem de 24 anos, também sofreu escoriações leves no braço esquerdo.

Já os ocupantes do automóvel não ficaram feridos.

O Corpo de Bombeiros reforçou, por meio de nota, a importância da atenção e da prudência no trânsito. A corporação destacou que o respeito às normas do Código de Trânsito Brasileiro é fundamental para evitar acidentes, que podem resultar em ferimentos graves ou até mortes.

Irã acusa EUA de violar cessar-fogo após ataques no sul do país e fala em direito legítimo de resposta

O governo do Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo em vigor entre os dois países após ataques realizados por forças americanas na província de Hormozgan, no sul iraniano. A denúncia foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano em comunicado divulgado nesta terça-feira, 26 de maio.

Segundo Teerã, as ações militares ocorreram nas últimas 48 horas e representam uma “grave violação” do acordo firmado entre as partes. O governo iraniano responsabilizou diretamente os Estados Unidos pelas consequências do episódio, classificando a ofensiva como “agressiva e injustificada”.

Antes do posicionamento oficial do ministério, a Guarda Revolucionária do país já havia se manifestado por meio da mídia estatal, afirmando que o Irã se reserva o direito “legítimo e definitivo” de responder a qualquer quebra do cessar-fogo. A corporação também declarou que sistemas de defesa aérea teriam abatido um drone americano do tipo MQ-9 e reagido à incursão de um caça no espaço aéreo iraniano.

O líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, elevou o tom do discurso ao afirmar, em mensagem publicada em canal oficial, que não há possibilidade de recuo diante das tensões. Ele também declarou que países da região não servirão mais como base de apoio para operações militares americanas.

Do lado norte-americano, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos informou que as ações na região foram conduzidas em caráter de autodefesa, sem detalhar alvos ou resultados da operação.

Foto: Canal Janela Aberta

O cessar-fogo entre os dois países está em vigor desde o dia 8 de abril, enquanto avançam negociações diplomáticas para um acordo definitivo que encerre o conflito, iniciado no fim de fevereiro.

Nesse contexto, representantes iranianos participaram de reuniões em Doha, no Catar, na segunda-feira (25), com autoridades locais, incluindo o primeiro-ministro do país. A delegação foi liderada por Mohammad Baqr Qalibaf e incluiu o chanceler iraniano e o presidente do Banco Central.

Entre os principais pontos em discussão está a liberação de cerca de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados no exterior — considerado um dos últimos entraves para a conclusão de um possível acordo.

Relatos de agências de notícias iranianas indicam que o desbloqueio dos recursos é peça-chave para a assinatura de um memorando de entendimento entre as partes.

A tensão aumentou ainda mais após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu condicionar um eventual acordo de paz com o Irã à adesão de países árabes aos chamados Acordos de Abraão.

Apesar dos avanços diplomáticos, o episódio desta semana evidencia a fragilidade do cessar-fogo e reforça as incertezas em torno de um acordo duradouro entre os dois países.

Foto: Foto: Amirhosein Khorgooi

Fim da escala 6×1: pedido de vista adia votação de PEC que prevê redução de jornada para 40 horas

Um pedido de vista apresentado pelo deputado federal Mauricio Marcon adiou, nesta segunda-feira, 25 de maio, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. A análise ocorria em comissão especial da Câmara dos Deputados e deve ser retomada nos próximos dias.

Durante a sessão, o relator da proposta, Léo Prates, apresentou parecer favorável ao texto, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A implementação ocorreria de forma gradual, com prazo de até 14 meses após a promulgação da emenda.

A expectativa, segundo articulações no Legislativo, é de que a proposta seja votada na comissão até quarta-feira, 27 de maio, e siga para análise em plenário já na quinta-feira (28). Para ser aprovada, a PEC precisa do apoio mínimo de 308 deputados e, posteriormente, de 49 senadores.

Pelo texto, a redução da jornada será feita em duas etapas: duas horas a menos em até dois meses após a promulgação e, posteriormente, a redução total de quatro horas no prazo de até 12 meses. Já o fim da escala 6×1, que hoje prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso, garantirá ao menos duas folgas semanais remuneradas, preferencialmente aos domingos, com início previsto 60 dias após a promulgação.

O modelo de transição foi o principal ponto de divergência nas últimas semanas. Representantes do setor produtivo pressionaram por um prazo maior para adaptação, enquanto o governo federal inicialmente resistia à implementação gradual. Após negociações, um acordo foi firmado para permitir a transição escalonada.

Foto: Canal Janela Aberta

Parte dos detalhes foi apresentada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda na manhã desta segunda-feira.

Outro ponto relevante do texto estabelece que, 60 dias após a promulgação, acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras perderão automaticamente a validade. A medida tem como objetivo forçar a renegociação entre empresas e sindicatos.

A PEC também permite, em caráter excepcional, jornadas diferenciadas por meio de acordos coletivos, desde que seja assegurado, na média mensal, o descanso de dois dias por semana. Além disso, fica garantido que ao menos um desses dias de folga ocorra dentro de um período máximo de sete dias.

Ficarão fora das novas regras trabalhadores com ensino superior que recebam remuneração igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS — atualmente em torno de R$ 21 mil. Para esse grupo, não se aplicam regras de controle de jornada, sob o argumento de maior autonomia profissional e combate à chamada “pejotização”.

A proposta altera dispositivos constitucionais relacionados aos direitos trabalhistas, estabelecendo limite de oito horas diárias e 40 horas semanais, além de reforçar o direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sem qualquer redução salarial.

Apesar da tramitação acelerada, impulsionada por Motta desde fevereiro, a PEC enfrenta resistência de empresários e economistas. O setor produtivo alerta para o aumento de custos e possíveis impactos na competitividade e na geração de empregos. Já especialistas defendem que a medida seja acompanhada por ganhos de produtividade, com investimentos em qualificação profissional, inovação e infraestrutura.

Anvisa aprova novos medicamentos para enxaqueca, Parkinson e diabetes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira, 25 de maio, o registro de novos medicamentos voltados ao tratamento de doenças como enxaqueca, Parkinson e diabetes tipo 2. As autorizações incluem terapias inovadoras e a chegada de um medicamento genérico, ampliando as opções disponíveis no país.

Entre os destaques está o Nurtec ODT, indicado para o tratamento agudo e preventivo da enxaqueca em adultos. O medicamento atua diretamente no bloqueio do CGRP, proteína associada à inflamação e à dor característica da doença. A enxaqueca é considerada uma condição neurológica crônica e incapacitante, com crises que podem durar de quatro a 72 horas e incluir sintomas como náuseas, sensibilidade à luz e ao som.

Outro avanço é a aprovação de um medicamento genérico equivalente ao Xigduo XR, utilizado no controle do diabetes mellitus tipo 2. Desenvolvido pela Eurofarma, o produto combina dois princípios ativos, dapagliflozina e metformina, que atuam de forma complementar no controle da glicose no sangue. A chegada do genérico representa uma alternativa mais acessível, mantendo os padrões de qualidade, segurança e eficácia exigidos.

Foto: Canal Janela Aberta

Também foi aprovado o Vyalev, indicado para pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado que apresentam flutuações motoras severas e não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais. Administrado por infusão subcutânea contínua, o medicamento busca reduzir as variações na resposta terapêutica ao longo do dia, melhorando o controle dos sintomas.

A doença de Parkinson é uma condição degenerativa e progressiva do sistema nervoso central, associada à redução da produção de dopamina — neurotransmissor fundamental para o controle dos movimentos. Entre os sintomas estão tremores, rigidez muscular e alterações cognitivas.

Com as novas aprovações, especialistas apontam para a ampliação das alternativas terapêuticas no Brasil, tanto em inovação quanto em acesso, especialmente para pacientes que necessitam de tratamento contínuo ou que não respondem às opções tradicionais.