A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, 17 de fevereiro, uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências visam apurar o vazamento de informações sigilosas da Receita Federal envolvendo ministros da Corte e seus familiares. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e em localidades na Bahia (BA).
A investigação foi iniciada a partir de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O foco das autoridades é a suposta quebra ilegal de sigilo fiscal de integrantes do STF e de seus parentes por servidores da Receita Federal, realizada sem a devida autorização legal ou administrativa.
A ação mobilizou equipes especializadas em inteligência e combate a crimes cibernéticos da Polícia Federal. Além das buscas em endereços associados aos investigados, o Judiciário determinou a aplicação de uma série de medidas cautelares rigorosas.
Entre as sanções impostas estão o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento imediato das funções públicas exercidas por determinados investigados, o cancelamento de passaportes e a proibição expressa de saída do país. Até o fechamento desta edição, a identidade dos alvos não foi oficialmente divulgada.
O procedimento investigativo teve origem no início do ano por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, o ministro ordenou a abertura de uma apuração sobre possíveis acessos indevidos a dados fiscais de integrantes da Corte e de parentes próximos, como pais, filhos, irmãos e cônjuges. Em resposta, a Receita Federal iniciou uma varredura interna em seus sistemas para identificar rastros de acessos não autorizados.
O avanço das investigações ocorre em um momento de elevada tensão entre os Poderes em Brasília, intensificada após a quebra e liquidação do Banco Master. O cenário atual é marcado por um clima de desconfiança institucional, alimentado por suspeitas de vazamentos de informações protegidas pelos sigilos bancário e fiscal. No centro desta controvérsia está o banqueiro Daniel Vorcaro e suas eventuais ligações com autoridades públicas.





























































