A Polícia Federal rejeitou, na última quarta-feira, 20 de maio, a proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como um dos principais investigados em um esquema de fraudes financeiras bilionárias. Preso preventivamente desde o início de março, ele segue detido na Superintendência da corporação, em Brasília.
Apesar da negativa, tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria-Geral da República indicaram que permanecem abertas a uma nova proposta de colaboração. No entanto, os investigadores exigem um acordo mais robusto, com apresentação de provas inéditas e a inclusão de nomes influentes ainda não detalhados de forma consistente.
De acordo com fontes ligadas ao caso, a proposta entregue pela defesa foi considerada insuficiente por conter omissões relevantes e poucos elementos práticos capazes de impulsionar as investigações. O material também teria deixado de mencionar episódios e personagens estratégicos.
Entre os pontos criticados está a ausência de informações mais detalhadas sobre o senador Ciro Nogueira, que, segundo apurações da PF, poderia ter recebido pagamentos mensais de até R$ 500 mil para atuar em defesa de interesses do investigado no Congresso Nacional.

A Procuradoria-Geral da República também condiciona qualquer eventual acordo à garantia de ressarcimento de ao menos R$ 50 bilhões aos cofres públicos, valor estimado como prejuízo causado pelas fraudes atribuídas ao grupo ligado a Vorcaro.
Embora a negociação de delação possa ser conduzida diretamente pela PGR, que tem prerrogativa para aceitar um acordo mesmo sem o aval da Polícia Federal, a validação final depende do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
A situação do investigado se agravou nos últimos dias, após ele perder benefícios no sistema prisional e ter o pai preso durante a sexta fase da Operação Compliance Zero. Na última segunda-feira, 18 de maio, Vorcaro foi transferido para uma cela comum, aumentando a pressão para que apresente uma nova proposta de colaboração considerada efetiva pelas autoridades.






























































