O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou uma operação da Polícia Federal (PF) para investigar o vazamento de informações sigilosas relacionadas a um inquérito que apura fraudes no sistema financeiro envolvendo o extinto Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
A ação foi deflagrada nesta terça-feira (19), em Porto Velho (RO), e teve como alvo um perito criminal federal suspeito de acessar e repassar dados reservados da investigação. Por determinação do STF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares, como o afastamento do investigado de suas funções públicas.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o servidor teria compartilhado informações sigilosas obtidas durante a análise de materiais apreendidos em uma das etapas da Operação Compliance Zero, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. A apuração identificou registros de acessos a dados protegidos e possíveis repasses a pessoas sem vínculo formal com o inquérito.
A investigação tramita sob sigilo no STF e foi aberta especificamente para apurar suspeitas de vazamentos cometidos por integrantes da própria corporação. Segundo a PF, o foco da ofensiva é a conduta funcional do agente público investigado, com o objetivo de preservar a integridade das investigações e evitar novos vazamentos.

Esta é a sétima fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema envolvendo crimes financeiros, espionagem ilegal, invasões cibernéticas e divulgação indevida de informações sensíveis ligadas ao entorno do Banco Master. O caso ganhou repercussão nacional ao atingir integrantes de um grupo conhecido como “Os Meninos”, apontado como especializado em ataques cibernéticos e monitoramento clandestino.
A Polícia Federal ressaltou que as medidas adotadas não têm qualquer direcionamento contra jornalistas ou veículos de imprensa, assegurando a preservação da liberdade de atuação jornalística e do sigilo da fonte.
Em nota, a corporação informou que as diligências têm caráter “específico e instrumental”, voltado à coleta de provas e ao esclarecimento de eventual prática do crime de violação de sigilo funcional.






























































