O Brasil vai enviar uma missão humanitária à Venezuela para apoiar as operações de busca e resgate após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país nesta quarta-feira, 24 de junho. Entre os profissionais mobilizados estão bombeiros militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de equipes médicas e técnicos especializados.
A autorização para o envio foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atendendo a um pedido formal do governo venezuelano, que decretou estado de emergência diante da dimensão dos danos registrados em diferentes regiões do país.
Ao todo, a missão brasileira será composta por 44 profissionais. O grupo inclui integrantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), equipes dos Corpos de Bombeiros e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Os especialistas da Anatel devem atuar com equipamentos de alta precisão, como analisadores de espectro e antenas direcionais, utilizados para identificar possíveis sinais de celulares sob escombros, tecnologia que pode auxiliar na localização de vítimas em áreas atingidas por desabamentos.

Além das equipes de resgate, a operação contará com médicos, cães farejadores e equipamentos específicos para intervenções em estruturas colapsadas. A previsão é de que o grupo embarque na manhã desta sexta-feira (26), a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), em uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira.
O governo federal também confirmou o envio, em uma segunda etapa prevista para sábado, 27 de junho, de um hospital de campanha, além de medicamentos, insumos de saúde e cerca de 100 purificadores de água movidos a energia solar, que serão repassados à Defesa Civil venezuelana.
A ação é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, e integra os esforços internacionais de resposta à tragédia, que já mobiliza diferentes países e organismos multilaterais.
Segundo autoridades venezuelanas, os tremores provocaram destruição em diversas cidades, com desabamentos em áreas urbanas e danos estruturais no Aeroporto Internacional de Maiquetía, que precisou suspender as operações. Até o momento, o balanço oficial aponta 235 mortos e 971 feridos.






























































