O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana subiu para 920, segundo atualização divulgada pelo governo do país na tarde desta sexta-feira (26). O balanço também aponta quase 3 mil pessoas feridas, enquanto equipes de resgate seguem mobilizadas na busca por sobreviventes.
A tragédia teve início na noite de quarta-feira, 24 de junho, quando dois fortes tremores, registrados em um intervalo inferior a um minuto, atingiram a região norte venezuelana, incluindo áreas próximas à capital Caracas. Considerados os mais intensos em mais de um século no país, os abalos provocaram o desabamento de prédios e deixaram um cenário de destruição em diversas cidades.
As autoridades locais classificam os números como provisórios. Organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), alertam que o total de vítimas pode aumentar significativamente, diante da magnitude dos tremores e do impacto em regiões densamente povoadas.
De acordo com estimativas da ONU, mais de 50 mil pessoas podem estar desaparecidas. Ainda na quinta-feira, 25 de junho, o governo informou que cerca de 200 pessoas permaneciam presas sob escombros, enquanto ao menos 250 edificações foram totalmente destruídas ou severamente danificadas.

Entre as áreas mais atingidas está o estado de La Guaira, na região costeira próxima a Caracas, que foi incluído na zona de desastre e passou a ter reforço de segurança com a presença militar. O aeroporto internacional da capital também teve as operações suspensas após os danos causados pelos tremores.
As operações de busca e resgate seguem em ritmo intenso, com apoio internacional. Países como Brasil e Estados Unidos já começaram a enviar equipes especializadas para auxiliar nos trabalhos.
Especialistas apontam que, além da alta magnitude — entre 7,2 e 7,5 —, a baixa profundidade dos terremotos contribuiu para ampliar os danos. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas.
Com base nesses fatores, projeções indicam que o número de mortos pode ultrapassar a marca de 10 mil, à medida que novas áreas sejam alcançadas pelas equipes de resgate.





























































