A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) localizou, na manhã desta terça-feira, 16 de junho, o corpo de uma vítima que estava desaparecida, em Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro. A descoberta ocorreu após desdobramentos da operação “Veritas Lex”, deflagrada na segunda-feira, 15 de junho, que investiga um homicídio com indícios de ocultação de cadáver.
De acordo com as autoridades, mesmo após o cumprimento de mandados de busca e apreensão durante a operação, os trabalhos investigativos continuaram, com foco na análise de imagens de sistemas de videomonitoramento que pudessem indicar o destino do corpo.
Um dos pontos investigados foi um galpão localizado no bairro Jardim Europa, onde havia suspeita de que a vítima estivesse enterrada. No entanto, após buscas no local, com apoio do canil do 8º Batalhão de Bombeiros Militar de Uberaba (MG), foi descartada a presença do corpo.
A reviravolta nas investigações veio com a análise de imagens, que mostraram a retirada de uma estrutura de geladeira do galpão, no dia seguinte ao crime. O objeto aparentava estar bastante pesado, o que levantou suspeitas dos investigadores, especialmente diante da informação de que o corpo poderia ter sido concretado.
A partir daí, os policiais conseguiram rastrear parte do trajeto do veículo que transportava a estrutura. As diligências apontaram que o automóvel seguiu até a Avenida Arcírio Cardoso da Silva, no bairro Nossa Senhora das Graças, região próxima a uma área de mata.

No local, equipes da Delegacia de Homicídios encontraram o corpo envolto em concreto. Segundo a Polícia Civil, os autores ainda tentaram ocultar ainda mais o crime ao cobrir o cadáver com entulhos e atear fogo.
O Corpo de Bombeiros Militar de Uberlândia foi acionado para realizar a retirada do corpo, após os trabalhos periciais conduzidos pela Polícia Civil.
As investigações seguem em andamento e, segundo a corporação, a expectativa é de que o inquérito seja concluído nos próximos dias. A polícia também pretende efetuar a prisão de outros envolvidos, detalhando a participação de cada suspeito antes de encaminhar o caso ao Ministério Público.
Durante coletiva de imprensa, o delegado Carlos Fernandes reforçou o posicionamento das autoridades diante do crime. “No Estado de Minas Gerais não há espaço para justiça paralela por parte de facção criminosa. O único órgão com competência para julgar crimes é o Poder Judiciário. A Polícia Civil não permitirá qualquer ação criminosa dessa natureza”, afirmou.
O caso segue sob investigação.





























































