O Partido Liberal (PL) decidiu avançar nas articulações para uma possível aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) nas eleições para o governo de Minas Gerais em 2026. A definição ocorreu durante reunião da cúpula da sigla realizada nesta terça-feira, 12 de maio, em Brasília (DF).
De acordo com lideranças do partido, a estratégia agora é intensificar as conversas com o parlamentar mineiro nos próximos dias, com o objetivo de construir uma composição eleitoral. Dois cenários principais estão em análise pela legenda.
No primeiro, Cleitinho Azevedo seria o candidato ao governo, com o PL indicando o nome para vice. Entre os nomes cogitados estão o empresário Vittorio Medioli e o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.
Já em um segundo cenário, o PL assumiria a cabeça de chapa, cabendo a Cleitinho a indicação do vice. Nesse caso, o senador poderia optar por permanecer no cargo, já que ainda possui quatro anos de mandato.
As tratativas, segundo interlocutores, estão sendo conduzidas diretamente com Cleitinho, sem intermediação formal do Republicanos. Antes mesmo da reunião desta terça-feira, integrantes do PL já haviam conversado com o senador, que demonstrou abertura para uma eventual aliança.

O encontro em Brasília contou com a presença de importantes nomes da legenda, como o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República; o senador Rogério Marinho; o presidente do PL em Minas, deputado federal Zé Vitor; além dos deputados federais Domingos Sávio e Nikolas Ferreira, e do próprio Flávio Roscoe.
A expectativa do partido é avançar nas definições até o início de junho, quando Flávio Bolsonaro deve visitar Minas Gerais em sua primeira agenda no estado como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
Uma nova reunião está prevista para a próxima semana, com a participação de lideranças mineiras e do senador Cleitinho, para dar continuidade às negociações.
Nos bastidores, o PL também já descartou a possibilidade de apoio ao atual vice-governador Mateus Simões (PSD), aliado do governador Romeu Zema (Novo). A decisão, segundo fontes da legenda, leva em consideração o cenário político nacional e a intenção do partido de alinhar sua estratégia à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.





























































