O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, conforme informou boletim médico divulgado nesta segunda-feira, 16 de março, pelo hospital DF Star, em Brasília, onde ele permanece internado. Apesar da evolução positiva, Bolsonaro segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta no momento.
Segundo o comunicado da equipe médica, o ex-presidente apresentou recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios, indicando resposta favorável ao tratamento com antibióticos. Ele continua recebendo suporte clínico intensivo, além de acompanhamento com fisioterapia respiratória e motora.
Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira, 13 de março, quando foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um quadro de broncoaspiração. A internação ocorreu após ele passar mal durante a madrugada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde estava detido na ala conhecida como Papudinha, destinada à Polícia Militar.
Inicialmente atendido pela equipe médica de plantão no local, o ex-presidente foi transferido para o hospital DF Star ainda nas primeiras horas da manhã, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na unidade hospitalar, ele passou a ser acompanhado por seus médicos particulares.

De acordo com informações médicas divulgadas anteriormente, Bolsonaro apresentou sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames laboratoriais e de imagem confirmaram um quadro de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, o que levou à decisão de interná-lo na UTI para monitoramento e início imediato do tratamento com antibióticos intravenosos.
A equipe médica também destacou a rapidez com que o quadro clínico evoluiu, o que exigiu atenção intensiva desde a admissão hospitalar. Em atualização divulgada no domingo, 15 de março, os médicos já haviam indicado melhora na função renal, embora os marcadores inflamatórios ainda apresentassem piora, motivo pelo qual houve ampliação da cobertura antibiótica administrada ao paciente.
De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, um dos médicos responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente, a previsão inicial é de que Bolsonaro permaneça internado por pelo menos sete dias, devido à gravidade da pneumonia e à necessidade de monitoramento contínuo.
O boletim médico divulgado nesta segunda-feira foi assinado pelo cirurgião geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, médicos particulares do ex-presidente, além do diretor-geral do hospital DF Star, Allisson B. Barcelos Borges, e do coordenador da UTI da unidade, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr.






























































