A Justiça italiana decidiu, nesta sexta-feira, 22 de maio, negar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que estava presa em Roma desde julho de 2025. Com a decisão da Corte de Cassação, instância máxima do Judiciário na Itália, a ex-parlamentar foi colocada em liberdade e chegou a publicar um vídeo nas redes sociais logo após deixar o presídio.
Apesar da negativa judicial, o processo ainda não foi encerrado. A decisão final sobre a extradição caberá ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, que terá prazo de até 45 dias para se manifestar. Caso o parecer seja favorável ao Brasil, caberá ao governo brasileiro organizar o retorno da ex-deputada ao país.
Segundo o advogado de defesa, Alessandro Sammarco, o tribunal reconheceu falhas nas decisões de instâncias inferiores que haviam autorizado a extradição. Ele afirmou ainda que Zambelli aguardará o desfecho do caso em liberdade.

A ex-deputada foi condenada em duas ocasiões pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na primeira, recebeu pena de 10 anos de prisão por envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça, caso que motivou o pedido de extradição por parte do governo brasileiro.
Em um segundo processo, Zambelli foi condenada a 5 anos de prisão por perseguir um homem armada nas ruas de São Paulo durante o período eleitoral de 2022. Embora apenas um dos casos tenha motivado o pedido formal de extradição, ambos tramitam separadamente na Justiça italiana, e o segundo ainda está em análise.
Zambelli deixou o Brasil após a primeira condenação e se estabeleceu na Itália, onde afirma possuir dupla cidadania, argumento utilizado por sua defesa para tentar impedir o retorno ao país.






























































