O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita do assessor sênior do governo dos Estados Unidos para políticas relacionadas ao Brasil, Darren Beattie. O encontro foi autorizado para o dia 18 de março, entre 8h e 10h.
O pedido para a visita foi feito pela defesa do ex-presidente fora dos dias normalmente previstos para visitação no local onde ele se encontra. Pelas regras internas da unidade conhecida como Papudinha, as visitas costumam ocorrer apenas às quartas-feiras e aos sábados. Inicialmente, Bolsonaro havia solicitado autorização para receber o assessor americano entre segunda-feira, 16 de março, e terça-feira, 17 de março, o que exigiria uma exceção às normas do estabelecimento.
Na solicitação encaminhada à Justiça, o ex-presidente argumentou que a mudança nas datas seria necessária devido à agenda do visitante. Segundo ele, o assessor norte-americano cumprirá compromissos oficiais no Brasil e permanecerá em Brasília por um período curto, o que dificultaria a realização do encontro nos dias tradicionais de visitação.
Darren Beattie foi recentemente designado para o cargo de “assessor sênior para a política em relação ao Brasil”, que é responsável por propor e supervisionar as políticas e ações de Washington em relação a Brasília, confirmaram à Reuters autoridades do Departamento de Estado. Beattie já assumiu o cargo, segundo a agência. O assessor já fez críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes. Em julho de 2025, ele afirmou que o magistrado seria o “coração pulsante do complexo de perseguição e censura” contra o ex-presidente brasileiro.
As declarações ocorreram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquadrar Moraes na Lei Magnitsky. Na ocasião, Beattie chegou a mencionar a possibilidade de novas sanções relacionadas a decisões do ministro e a supostos abusos de autoridade que, segundo ele, teriam afetado liberdades fundamentais.
A autorização da visita ocorre em meio a um contexto de tensão política envolvendo decisões judiciais no Brasil e críticas de integrantes do governo norte-americano à atuação de autoridades brasileiras.






























































