O Cleitinho Azevedo deve decidir até o fim de maio se entrará na disputa pelo governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Nos bastidores, interlocutores próximos apontam que o parlamentar tende a aceitar o desafio, impulsionado por pesquisas que o colocam à frente entre os possíveis candidatos.
Apesar do cenário favorável, o senador ainda adota cautela. Em declarações feitas de seu gabinete em Brasília, afirmou que a decisão envolve não apenas fatores políticos, mas também questões pessoais e familiares.
“São muitas questões ainda a resolver, e eu tenho acompanhado o meu irmão. Principalmente depois que o meu pai morreu, preciso estar mais próximo, ajudando minha família”, disse.
Natural de Divinópolis (MG), Cleitinho tem acompanhado de perto o tratamento de saúde do irmão, diagnosticado com leucemia. Em fevereiro, durante pronunciamento no Senado, o parlamentar chegou a pedir uma pausa nas discussões sobre sua possível candidatura, destacando o momento delicado vivido pela família.

Cristão, o senador afirma que também busca orientação espiritual antes de definir seu futuro político. “Deus sabe o que é melhor pra mim, e tenho certeza de que vou tomar a melhor decisão, na hora certa”, declarou. Inicialmente, a decisão seria tomada em março, mas o prazo foi estendido.
Enquanto isso, levantamentos de intenção de voto reforçam o protagonismo do parlamentar na corrida eleitoral. Pesquisa da DATATEMPO, divulgada no fim de março, indica que Cleitinho lidera todos os cenários de primeiro turno e venceria eventuais adversários em um segundo turno, caso a eleição fosse realizada hoje.
Em um dos cenários estimulados, o senador aparece com 25,5% das intenções de voto, à frente do deputado federal Aécio Neves, que registra 18,9%. Na sequência, surge o ex-prefeito de Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil, com 13,5%.
Em outro cenário, sem a presença de Aécio Neves, Cleitinho amplia a vantagem e alcança 29,6% das intenções de voto, enquanto Kalil aparece com 15,8%. A margem de erro do levantamento é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Mesmo com a liderança nas pesquisas, o senador mantém a postura de cautela e reforça que a decisão final dependerá de uma avaliação conjunta entre vida pública e questões pessoais. A definição sobre a candidatura deve ocorrer nas próximas semanas, podendo influenciar diretamente o cenário político mineiro para 2026.





























































