O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi preso nos Estados Unidos nesta segunda-feira, 13 de abril, por agentes do serviço de imigração norte-americano, o Immigration and Customs Enforcement (ICE). A detenção ocorreu em Orlando, na Flórida, e foi confirmada por autoridades brasileiras.
Segundo informações iniciais, Ramagem foi encaminhado a um centro de detenção, onde permanece à disposição das autoridades norte-americanas. O caso está sendo acompanhado pelo governo brasileiro, que já mantém contato com os Estados Unidos para definir os próximos passos, incluindo a possibilidade de extradição.
A prisão acontece no contexto de cooperação internacional e após o nome do ex-parlamentar ter sido incluído na difusão vermelha da Interpol, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida permite a captura de foragidos da Justiça em outros países.

Ramagem é considerado foragido desde que deixou o Brasil antes da conclusão de seu julgamento no STF. Acusado por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão conforme investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras.
De acordo com as investigações, o ex-deputado teria saído do país de forma clandestina, atravessando a fronteira com a Guiana antes de seguir para os Estados Unidos. Desde então, havia um pedido formal de extradição apresentado pelo governo brasileiro às autoridades norte-americanas.
Nos Estados Unidos, aliados do ex-parlamentar indicavam a intenção de solicitar asilo político, enquanto sua situação migratória passou a ser alvo de análise pelas autoridades locais. A detenção, segundo informações preliminares, estaria relacionada a questões migratórias.
Antes da fuga, Ramagem teve o mandato cassado, o passaporte diplomático cancelado e os vencimentos bloqueados por decisão judicial.
Delegado da Polícia Federal desde 2005, ele ganhou notoriedade ao atuar na segurança do então candidato Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e, posteriormente, ao assumir a direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O governo brasileiro, através da Polícia Federal e do Departamento de Estado dos EUA, trabalha na cooperação para o seu retorno ao Brasil.





























































